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my headphones... they saved my life

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August 31st, 2007


12:18 pm
Todas as pessoas são repugnantes. Todas, inclusive eu!
Queria morar no meio do mato. Cansei do ser humano.
POR QUE SERÁ que todo mundo dificulta tanto as coisas?
Regra número 1 para um mundo feliz: NÃO FAÇA COM OS OUTROS O QUE NÃO QUER QUE FAÇAM COM VOCÊ, PÔ!
Regra número 1 para esse mundo de merda: PIMETA NOS OLHOS DOS OUTROS, EU TÔ POUCO ME FODENDO!!!

AH, VAI TODO MUNDO PRA CASA!

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August 8th, 2007


10:20 pm - Glory Box
"Afastei os homens, fui fechando as doçuras de minha natureza a cada golpe que recebi, e as doçuras negadas foram se enegrecendo como nuvens simples que vão se fechando em escuridão, e eu abaixo a cabeça à tempestade." (Clarice Lispector)

***

Que poço fundo é o homem. O que existe dentro de cada um é tão complexo que chega a ser simples. Existe tudo. Um único ser humano contém em si o infinito. Tantos pensamentos, histórias, teorias, sentimentos com e sem nomenclatura, vontades, palavras, falta de palavras, nós, frios.
Quem diz que se conhece por completo, mente. Mergulhar para dentro de si é perigoso, é muito fácil se perder. Pior, é perigoso esquecer de se procurar.
Eu vivo sentada na beira do meu poço, isso já desde criança, com as pernas viradas para dentro. Às vezes me debruço um pouco mais para contemplar as coisas visíveis, que precedem a parte funda, invisível, porém existente.
O homem é como uma caixa enorme, lotada e desconhecida. Qualquer um vê facilmente o que está por cima. É possível remexer um tanto e descobrir algumas outras coisas. Não é recomendável enfiar a mão fundo assim, às cegas, pois é perigoso encontrar surpresas desagradáveis. Não é possível chegar ao fundo, pois a caixa é alta demais. É possível, com muito esforço, despejar tudo no chão para ver melhor. Neste caso, muita coisa se perde, se quebra, se mistura, se desfaz. Até o que, a princípio, era visto facilmente por qualquer um, some. E aí não se sabe de mais nada.

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July 19th, 2007


10:00 pm - Notas
Mon amie la rose... Eu precisei copiar letra-a-letra. Não falo meia palavra de francês. Desculpa.

Esse espaço virou várzea. E eu virei vetor.

Às vezes sinto como se alguém segurasse a minha mão e me ajudasse a escrever. A colocar pra fora o que fica preso nas paredes internas do estômago. E eu não me sinto falsa, nem forçada. Eu deixo ir, como agora.
E pode até existir quem leia enquanto toma um café, ou enquanto vê a novela, mas o faz porque luta sem saber contra coisas profundas da minha alma que eu quero mostrar. Que eu preciso mostrar. Tirar de mim pra não fechar a passagem do ar.

E a minha amiga francesinha canta tão bonito no meu ouvido... uns acordes tão suaves e tristes... aquele som especial das notas menores. Desculpa, mas eu não sei o que você está dizendo, minha amiga querida. E, na verdade, eu nem quero saber. Não precisa... você me fazer sentir só com a sua melodia bonita... esse violão que te acompanha é praticamente uma lágrima. Eu sei.

Algumas coisas batem no meu rosto, mas eu não sei entender. Se é que isso faz algum sentido. Se alguém souber, por favor, me diga.

É engraçado como todos os textos podem ser interpretados de inúmeras maneiras diferentes. Até os mais diretos, imagine estes assim...

Eu não estou preocupada com isso. Não corrijo nada agora. Não volto e não interrompo o fluxo de consciência.

é tão puro. é de verdade. e os acordes-lágrima voltam mais uma vez...

Todo mundo tem um lado que ninguém conhece... isso não é bonito? E, ao mesmo tempo, não é triste? Queria mostrar todos os meus lados porque, ao contrário dos outros, minha tendência é guardar o mais bonito sob o colchão.

Meu coração acelera escrevendo um texto assim. Desses que não farão sentido algum aos que vierem, porventura, a ler. Tomando café. Sempre tomando café. As pessoas não sabem mais viver sem café.

(Por favor, não faça nenhum comentário relacionado a café-bebida-grão-cor-sabor. Por favor. O café aqui é outra coisa...)

Eu poderia ficar aqui pra sempre, com os acordes-lágrima. E esse é um dos piores textos já escritos, mas é sincero e significa muito. O ser humano é mal escrito, na maior parte do tempo.
Current Music: Tant De Belles Choses - Françoise Hardy

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June 26th, 2007


04:49 pm
Eu teria muito a dizer, mas acho que tudo desemboca em 'mudança' e suas mais variadas formas. Nem sempre ruins, nem sempre boas. Meu momento se resume nesse rolo.

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June 14th, 2007


09:53 pm
E, por entre meus próprios dentes, os restos do que um dia eu fui.

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April 10th, 2007


02:59 pm - Amoníaco.
Eu não quero mais nada do que eu tenho hoje. Não quero as pessoas ao meu redor, não quero nada ao meu redor. Não quero o gosto pelas coisas bonitas, pela boa música, pelos bichinhos. Não quero dar nem receber amor. Não quero abraços, não quero beijos. Não quero mais a esperança de que um dia tudo passa a fazer sentido, tudo se acerta, tudo se ajeita. Não quero a vontade de abraçar o mundo e fazê-lo sorrir. Não quero sorrir. Não quero.

Eu não quero mais nada do que eu tenho hoje. Não quero a preguiça que me prega no sofá, nem a agonia que isso me dá. Não quero a névoa que me impede de pensar, de criar, de planejar. Não quero a inércia. Não quero a angústia que me toma e devora meu coração e meu cérebro de maneira tão faminta. Não quero esse querer vazio, sem iniciativa, sem ambição. Não quero mais ver todos irem embora e continuar aqui.

Tá, o primeiro parágrafo é mentira...

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March 27th, 2007


12:41 am
Às vezes a gente cai nuns buracos fundos, chatos, né? Quando a gente tá quase chegando lá em cima, VRUM!, deslizamento de terra!

Mas pelo menos não está chovendo... CABRUUUUMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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March 5th, 2007


01:06 am
Sabe quando você está cansado, suado e, sem se olhar no espelho, sabe que está com olheiras horríveis, descabelado, rosto oleoso, um caco? Aí você passa por um espelho, se olha, se olha melhor e percebe que, na verdade, você só está um pouquinho corado por causa do calor e que os fios de cabelo fora do lugar até que te deram um charme... sabe como é?

Pois é. Subestimar-se é o mair PECADO que uma pessoa pode cometer.






Uma vez alguém me disse: "Ah, se você se visse com os meus olhos..."

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February 27th, 2007


01:56 am
Hoje, lendo o livro da Florbela, descobri que existe uma hipótese sobre a causa de sua morte: suicídio. Sabe o que eu acho disso? Ela jamais teria escolhido para si este fim. Jamais.
A pior injustiça é a que acusa quem não tem mais o poder de se defender.


"À minha amiga Florbela"

Peço-lhe desculpas, desde já
Por essa minha imensa falta de jeito
Pois carrego enorme culpa em meu peito
Que maior desfeita q'esta não há!

Nos teus versos eu me vi, sorri, chorei
Tantas vezes em teu corpo me senti
Tantas outras em teus braços me perdi
Tantas outras em tua boca me encontrei

E como posso eu viver assim
Bebendo do teu pranto sem, por fim,
Agradecer imensamente por nascestes?

E eu digo, com certeza, em nome dela
Digo ao mundo, em nome de ti, Florbela
Que foi somente de Amor que tu morrestes.

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February 26th, 2007


11:00 pm - Lá eu ilustro, aqui eu falo.
O ciúme pode se manifestar de tantas formas e em tantas situações...
E o que é o ciúme, afinal?

A Wikipédia diz que, "de acordo com a psicóloga Ayala Pines, ciúme é a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade."

Geralmente a gente pensa no ciúme direto na relação 'casal'. Mas é beeeem maior do que isso.

Jealousy, yes, jealousy will drive you mad.

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February 22nd, 2007


01:12 am - AHÁ!
Turbilhão. Eu tento fazer tudo de uma só vez e, adivinha só? Não faço NADA!
Alguém me chacoalha?

Aweeeeeeeeeee!!!! I don't need coffeeeeeeeeee!!!!!!!! Aweeeeeeeeeeeee!!!!
Current Mood: [mood icon] energetic

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February 9th, 2007


12:29 am
No momento meus pulsos latejam a falta de amor próprio. No contratempo, o coração pulsa um ritmo desagradável que não me deixa pensar em outra coisa. "O que é que eu estou fazendo comigo?". Eu fico parada por fora e borbulho por dentro, a ânsia da confusão mental de um cérebro que já desistiu de entender.
Não é culpa de ninguém, o que é pior... antes fosse, mas a única culpada é ela, a que lateja meus pulsos nesse exato momento.
Eu me pergunto o que fazer e, antes mesmo de terminar a pergunta, já fiquei surda. Tento achar uma solução e, num segundo, desconverso. Me coloco contra a parede, grito e me bato na cara. Caio no choro, fico com pena e me coloco para dormir. "O que é que eu estou fazendo comigo?".

Eu não quero dentro de mim o vírus que vai matar o mundo.

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February 7th, 2007


02:00 pm
"Gostas dos elefantes
Muito mais do que de mim
Eles são tão pacientes
Com seus dentes de marfim..."

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February 1st, 2007


05:18 pm
É impossível se manter são, e é difícil esconder a loucura.

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January 30th, 2007


12:26 am
O que você pensa a seu respeito?

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January 26th, 2007


05:18 pm
Vi no http://fmarantes.livejournal.com e achei genial:

1.Pegue o livro que estiver mais perto de si.
2.Abra-o na página 31.
3.Sublinhe a lápis a primeira frase completa que encontrar.
4.Publique-a no seu blog, juntamente com estas instruções.

O livro é "Ensaio Sobre a Cegueira", do José Saramago, e a frase é:
"Por natural misantropia ou demasiadas decepções da vida desta mulher, insinuaria que a bonitez do sorriso não passava de uma artimanha de ofício, afirmação maldosa e gratuita, porque ele, o sorriso, já tinha sido assim nos tempos não muito distantes em que a mulher fora menina, palavra em desuso, quando o futuro era uma carta fechada e a curiosidade de abri-la ainda estava por nascer."

É o Saramago, né gente...

Passem essa brincadeira mó legal pra fotolog também!!! É tão mais útil que decotes e biquinhos!

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January 22nd, 2007


02:18 am


Sabe quando certas coisinhas chatas voltam periodicamnte para incomodar em doses homeopáticas?

Acho que internet + madrugada não está sendo uma combinação saudável ultimamente!

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January 18th, 2007


01:24 am
A internet não é um instrumento seguro na minha mão. Ela serve para alimentar paranóias, aumentar raivas, criar picuinhas e dar vontade de socar pessoas.

Pelo menos umas 3 ou 4 vezes por mês.

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January 2nd, 2007


10:46 pm
Sabe assim, quando você se pega revirando a vida de uma pessoa que não tem nada a ver com a sua vida, daí você revira, daí você vê foto, daí você sente raiva, daí você pensa um monte de coisas, daí você fica triste, daí você vê que você é muito imbecil? Não tem nada de chique nisso...
O pior é que um montão de gente faz essas coisas bregas, mas só a digna aqui quer contar pra todo mundo! Ai, que justa!

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November 14th, 2006


12:49 am
Plic
Plic
Plic
Plic
(torneira pingando)

Tac
Tic
Tac
Tic
(relógio batendo)

Tumdum
Tumdum
Tumdum
Tumdum
(coração pulsando)

E, no resto do universo, silêncio.

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